Meu amigo Claudio;
- Este ano as coisas estão começando a clarear pra mim.
- É?
- Estou vendendo as cortinas.
Desova de contradições, trocadilhos infames e mentiras burlescas.
sábado, 24 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Uma pichada no muro
Perto de onde trabalho tem um painel de tapume onde picharam os seguintes dizeres;
DESPERTE A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA QUE EXISTE DENTRO DA MULHER!
Acho que só pode ser o orgasmo.
DESPERTE A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA QUE EXISTE DENTRO DA MULHER!
Acho que só pode ser o orgasmo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Ficções
Certo dia acordei cego e burro, não, não me refiro ao Ensaio de Saramago, mas o pior ainda estava por vir, me descobri que eu era um argentino.
Postado dor Jorge Luís Borges
Postado dor Jorge Luís Borges
sábado, 3 de janeiro de 2009
Morreu o Porteiro do Mundo

O notável cavalheiro que empregava com proficiência a arte de abrir as porteiras deste mundo para o público diverso foi solicitado pelo Chefe de lá em algum lugar que se deu por satisfeito pelos seus préstimos à sociedade, morreu em Curitiba aos 94 anos o Doutor de Ginecologia e Obstetrícia Moisés Paciornik no dia 26 de dezembro de 2008, à família que é toda a sociedade prestigiada inclusive por suas idéias, minhas homenagens.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
No Fio Da Navalha
Estes Hai Kais eu fiz para ilustrar um fanzine de xilogravuras que tinha confeccionado lá no Centro de Criatividade do São Lourenço em janeiro de dois mil e cinco, mais pra frente publicarei as gravuras;
Artista contemporâneo?
Não sou, mas quase
Meu trabalho que é com o tempo errôneo
No dia do despejo
Meus velhos sonhos
Indo embora eu vejo
Qual é deste troço?
Um negócio que deseja
Pois é um aglomerado de osso
Artista contemporâneo?
Não sou, mas quase
Meu trabalho que é com o tempo errôneo
No dia do despejo
Meus velhos sonhos
Indo embora eu vejo
Qual é deste troço?
Um negócio que deseja
Pois é um aglomerado de osso
Editorial
Não sei o que está acontecendo comigo
De um tempo pra cá não consigo
Segurar a caneta e todo texto que começo
Lá pelas tantas se transforma em verso
E olha que eu odeio poesia
Mas não é que um livro destes um dia
Caiu lá de cima da estante na minha cabeça
E eu voltei da biblioteca com esta doença
Não cito o autor por questão de respeito e educação
Se ele soubesse dava 3 piruletas no leito de seu caixão
Pior que não posso nem mais conversar na rua
Meus colegas me querem colocar num foguete pra lua
Insistiu um parente
Que eu fosse artista de repente
De repente seguirei esta carreira
Mas no muro do hospício me sinto na beira
No começo até fiquei alegre
Mas agora já está ficando um saco
O que eu inicio eu não acabo
E lá se foi o editorial pro vinagre
De um tempo pra cá não consigo
Segurar a caneta e todo texto que começo
Lá pelas tantas se transforma em verso
E olha que eu odeio poesia
Mas não é que um livro destes um dia
Caiu lá de cima da estante na minha cabeça
E eu voltei da biblioteca com esta doença
Não cito o autor por questão de respeito e educação
Se ele soubesse dava 3 piruletas no leito de seu caixão
Pior que não posso nem mais conversar na rua
Meus colegas me querem colocar num foguete pra lua
Insistiu um parente
Que eu fosse artista de repente
De repente seguirei esta carreira
Mas no muro do hospício me sinto na beira
No começo até fiquei alegre
Mas agora já está ficando um saco
O que eu inicio eu não acabo
E lá se foi o editorial pro vinagre
Histórias Extraordinárias
Ouvi tanto falar do corvo que fui procurar Poe na Biblioteca Pública, só achei “Do Grotesco e do Arabesco”, aquela versão de capa dura negra com um desenho da dama e do gato em dourado e marcador de página de seda, aonde a biografia do Edgar Allan vem acompanhada de seu retrato sinistro e a contra capa é assinada por Gustave Doré, aqui ele desenhou um cemitério assustador, ele também ilustrou uma edição da “Divina Comédia” de Dante, os desenhos do inferno, purgatório e céu são extraordinários, são literalmente do outro mundo.
Mas voltando a Edgar Allan Poe, loquei-lo o, era um daqueles verões atípicos em Curitiba, 32 graus, o centro como de costume, aquela loucura de gente estranha. Começo a ler suas “Histórias” já no ônibus, e a visão distorcida da casa de Usher refletida espelhada no lago de águas turvas me deixaram arrepiado, um gelo escorrega pela espinha, procurei a janela da condução para fechar, quando olho pra fora aquele céu azul limpo, o sol do meio dia trincando o coco, as meninas de roupa decotada, a senhora limpando com um lenço a testa úmida, escuto as doze badaladas, o veículo passa em frente à catedral e ela está suando e alva. Seus traços longos e retos, pontilhada de cruzes em seu cume a arquitetura da entrada central me deixam com receio, fecho o livro e sua capa me apresenta uma abóbada semelhante ao portal gótico.
Nesta data no trabalho cumpro o turno da madrugada, sozinho na firma volto ao livro, a sensação de frio retorna também, o vento assobia, hipnotizado pelo medo não percebo que meu itinerário havia sido cumprido, desligo as máquinas e continuo a escutar o silvo agudo. Dirijo-me à janela e sou golpeado no rosto por um vento de fio gelado, o céu se encontra aberto e eu e as estrelas nem piscamos, sacolas de plástico dançavam no asfalto como as figuras camponesas dos quadros do Bruegel o pai, a lua tinha uma áurea colorida, escuto a voz de uma coruja. São 2:30 da manhã, desço as ladeiras de bicicleta e perto de uma ameixeira morcegos voam rente a minha cabeça.
Já no lar não consigo dormir, abro o livro e continuo leitura, lá fora o vento leva folhas a fazerem barulhos de passos, o varal bate na janela, minha mãe se levanta para tomar água, eu estou dando gargalhadas altas no meio da madrugada, ela então bate na porta perguntando qual é a piada e eu volto à sanidade, tive ataque de riso no conto do “Gato Preto” aonde ele descreve de forma natural e fria como mata o bichinho de estimação da família. Agora fico com medo de mim mesmo, me convenço para eu dormir que não entendi a história.
E assumo minha ignorância não abrindo mais o livro, o devolvo para a biblioteca sem ter terminado, a temperatura do meu corpo retoma relações com o ambiente.
Mas outro dia procurando discos de vinil num sebo me deparo com uma edição mais antiga do livro de Poe, minha lombriga consumista não se controla e adquiro o livro junto a um disco de Bukka White.
Em casa coloco a bolacha na vitrola os estalos e os chiados da gravação começam a impregnar o chão e as paredes, o violão de aço corta o teto deslizando o gargalo de uma garrafa e desta fenda escuto tosses e a voz rascante e triste do padrinho do menino Rei diz “Fixin’to Die” abro o livro e o marcador de página está sinalizando exatamente no mesmo conto onde eu tinha parado na outra ocasião.
Mas voltando a Edgar Allan Poe, loquei-lo o, era um daqueles verões atípicos em Curitiba, 32 graus, o centro como de costume, aquela loucura de gente estranha. Começo a ler suas “Histórias” já no ônibus, e a visão distorcida da casa de Usher refletida espelhada no lago de águas turvas me deixaram arrepiado, um gelo escorrega pela espinha, procurei a janela da condução para fechar, quando olho pra fora aquele céu azul limpo, o sol do meio dia trincando o coco, as meninas de roupa decotada, a senhora limpando com um lenço a testa úmida, escuto as doze badaladas, o veículo passa em frente à catedral e ela está suando e alva. Seus traços longos e retos, pontilhada de cruzes em seu cume a arquitetura da entrada central me deixam com receio, fecho o livro e sua capa me apresenta uma abóbada semelhante ao portal gótico.
Nesta data no trabalho cumpro o turno da madrugada, sozinho na firma volto ao livro, a sensação de frio retorna também, o vento assobia, hipnotizado pelo medo não percebo que meu itinerário havia sido cumprido, desligo as máquinas e continuo a escutar o silvo agudo. Dirijo-me à janela e sou golpeado no rosto por um vento de fio gelado, o céu se encontra aberto e eu e as estrelas nem piscamos, sacolas de plástico dançavam no asfalto como as figuras camponesas dos quadros do Bruegel o pai, a lua tinha uma áurea colorida, escuto a voz de uma coruja. São 2:30 da manhã, desço as ladeiras de bicicleta e perto de uma ameixeira morcegos voam rente a minha cabeça.
Já no lar não consigo dormir, abro o livro e continuo leitura, lá fora o vento leva folhas a fazerem barulhos de passos, o varal bate na janela, minha mãe se levanta para tomar água, eu estou dando gargalhadas altas no meio da madrugada, ela então bate na porta perguntando qual é a piada e eu volto à sanidade, tive ataque de riso no conto do “Gato Preto” aonde ele descreve de forma natural e fria como mata o bichinho de estimação da família. Agora fico com medo de mim mesmo, me convenço para eu dormir que não entendi a história.
E assumo minha ignorância não abrindo mais o livro, o devolvo para a biblioteca sem ter terminado, a temperatura do meu corpo retoma relações com o ambiente.
Mas outro dia procurando discos de vinil num sebo me deparo com uma edição mais antiga do livro de Poe, minha lombriga consumista não se controla e adquiro o livro junto a um disco de Bukka White.
Em casa coloco a bolacha na vitrola os estalos e os chiados da gravação começam a impregnar o chão e as paredes, o violão de aço corta o teto deslizando o gargalo de uma garrafa e desta fenda escuto tosses e a voz rascante e triste do padrinho do menino Rei diz “Fixin’to Die” abro o livro e o marcador de página está sinalizando exatamente no mesmo conto onde eu tinha parado na outra ocasião.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Foi Deus
A principal contestação dos ateístas para Sua não existência é a pergunta, se ele É porque não Lho traz aqui e agora? Pois proponho o mesmo desafio pro ateu, se O trouxer aqui daí sou eu que não vou mais acreditar Nele. Tenho que concordar com muitos que Deus não está nem aí, mas Ele não está nem aí em todos os lugares. Outros dizem que primeiro veio o homem depois este pensou na criação de Deus, pode ser, desta forma nós podemos também não acreditar na roda, que afinal de contas é invenção do homem.
Crime e Castigo
Já que este é o país da impunidade e o governo não investe mais na construção de prisões sugiro algumas formas práticas de punição e constrangimento.
Para crimes e assaltos com mão armada cortar o dedo indicador, que era a punição usada pelo governo de Saddan Hussein, tente usar o revólver sem o indicador, impossível, além de discriminar o próprio bandido também intimidaria um crime em potencial.
Para crime de ordem sexual ou pedofilia ao contrário que disse a petista Marta Supli Cio, não relaxe e goze, operação de mudança de sexo para os violadores.
Para crime de 171 e ou estelionato, cortar a língua, não digo que seria a volta da Liberdade Igualdade Fraternidade e Guilhotinagem, pois sou contra a pena de morte. Não acredito na solução final.
Devido ao leque incrível de mobilidades praticadas com esmero por esta nação varonil me falta criatividade para conceber tamanha demanda de faculdades punitivas.
E para crime de corrupção e outros de ordem política? Bom, acho que a punição ideal seria a associação das três acima, cortar o dedo a língua e o saco.
Para crimes e assaltos com mão armada cortar o dedo indicador, que era a punição usada pelo governo de Saddan Hussein, tente usar o revólver sem o indicador, impossível, além de discriminar o próprio bandido também intimidaria um crime em potencial.
Para crime de ordem sexual ou pedofilia ao contrário que disse a petista Marta Supli Cio, não relaxe e goze, operação de mudança de sexo para os violadores.
Para crime de 171 e ou estelionato, cortar a língua, não digo que seria a volta da Liberdade Igualdade Fraternidade e Guilhotinagem, pois sou contra a pena de morte. Não acredito na solução final.
Devido ao leque incrível de mobilidades praticadas com esmero por esta nação varonil me falta criatividade para conceber tamanha demanda de faculdades punitivas.
E para crime de corrupção e outros de ordem política? Bom, acho que a punição ideal seria a associação das três acima, cortar o dedo a língua e o saco.
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Quem sou eu
- mauricioschultz
- CWB, PR
- Olá! Meu nome é Mauricio Schultz sou curitibano de 1º de maio de 76, sou fanzineiro, nos anos bissextos é bem verdade, e nas horas vagas trabalho com comunicação visual, resolvi fazer este blog depois de certa relutância, sou pichador desde que me entendo por gente e comecei a fazer revistinhas aos 11 anos inspiradas na Chiclete com Banana, não na banda de axé apesar do estilo indicar natureza semelhante, mas como meu desenho era franzino expressivamente e por causa da minha maldita preguiça comecei a fazer HsQ (Histórias sem Quadrinhos) e resolvi só usar estes símbolos reconhecidos pelo pessoal que se comunica na língua portuguesa. Espero que se divirtam.
